quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

#5 São Thomé das Letras


            Quem nunca ouviu falar sobre a mística cidade de São Thomé das Letras em Minas Gerais que atire a primeira pedra. É impossível! Todos os seus amigos, sejam eles naturebas ou não já devem ter ido e falado muito bem pra você.

            E quando essas indicações acontecem, só resta uma opção para quem gosta de desbravar novos locais: Conhecer!

            E num belo 05 de Dezembro de 2014, prestes a finalizar o ano sem cumprir a meta de 12 viagens em 1 ano, resolvemos chegar e conferir todos os mitos e histórias malucas que contam por ai sobre a cidade.

            A primeira curiosidade interessante da cidade é que ela é TODA feita de pedras: casas, ruas, calçadas e artesanatos (as tábuas de cortar carne e legumes também são de pedras... E melhor, se precisar de uma, pode pegar na rua mesmo, não dá nada não kkkkkkkk).

            A palavra artesanato apareceu ali em cima no texto e não foi por acaso. A principal fonte de renda de muita gente na cidade é a arte e todas as suas variações: desenhos, música, enfeites, bebidas artesanais, cabelos modificados... Uffa! Respira-se arte em São Thomé, e a simplicidade das pessoas é ainda mais interessante de se ver, principalmente em um mundo globalizado, capitalista e altamente tecnológico (que não sou contra, como muitos sabem).

            A diferença desta para as outras viagens é que foi a primeira vez que eu participava de uma “excursão” e este fato me deixou um pouco presa ao horário de outras pessoas. Não que tenha sido ruim, mas com a trovãozinha em mãos eu teria conhecido mais pontos da cidade com certeza.


            E falando em pontos da cidade, caso o viajante chegue de madrugada (como nós chegamos) poderá contemplar um lindo nascer do sol nos locais mais altos da cidade. Sério, tem quem ache que isso é perda de tempo e tal, mas procure na internet, tem fotos maravilhosas e a sensação de paz é compensadora...







            Após o café da manhã, seguimos para a primeira visita do dia. Pegamos um ônibus que leva o turista para alguns pontos bem interessantes e comecei a me apaixonar a partir deste:


Poço das Esmeraldas (Ou poço verde, cada guia disse um nome kkk)








            Um poço de aproximadamente 40 metros de profundidade, com água limpinha, limpinha formado no alto de uma montanha onde antigamente funcionava uma pedreira. Sabe nadar? Então pula! Não sabe? Molha os pezinhos na encosta do poço e admire (com recalque like me) quem manja ser um peixe... kkkkk

Legenda da foto: Não sei tirar o casal dali... 

            Ahhh um detalhe importante: Sabe o que acontece com quem fica recalcado na brincadeira dos outros? Quando aparece uma oportunidade de fazer algo emocionante ele logo agarra e quer fazer... Aí, a brincadeira pode acabar nisso:


Gruta do Labirinto

Lembrem-se: Estamos numa excursão... rs




            Quem se aventura em uma gruta ou caverna, deve ter em mente que:

    
    1)    Você não pode ter medo de lugares fechados;

    2)    Também não pode ter problemas respiratórios muito graves, pois lá embaixo tem muita umidade e tal...;

    3)    E por último, mas não menos importante, não pode ter medo, nem pavor, nem horror, nem princípios de morte no caso de encontrar algum animal que pela sua natureza deveria habitar este local.


Particularmente, o primeiro e o segundo item nem me abalam. Agora, o terceiro, esse é carregado de motivos pra eu estar contando essa história pra vocês de dentro de um caixão equipado com wifi ou da minha estadia no céu... Eu tenho medo, pavor, horror e todos os outros derivados possíveis e imagináveis desta palavra.

E obviamente eu não poderia ter voltado pra SP sem novidades, certo? Então fui arrumar sarna pra me coçar.

Em um determinado momento, quando a passagem para o fim do túnel estava se estreitando, eis que me deparo com um inimigo mortal (pra mim):

Um SAPOOOO! Daqueles enormeeessss.... T.T

Nessa hora descobri que na gruta não tinham morcegos, pois gritei, esperneei e por pouco não chorei e eles não vieram voando na minha cabeça como nos filmes, mas todo mundo passou pelo sapo menos eu! E ele me olhando, mais assustado do que eu, tentando subir pela parede me fez ter um ultimo pingo de dignidade e passar por ele, assim, do ladinho, muito perto, correndo o risco de ele pular em mim e eu morrer de vez. =’(

Como se não bastasse um sapo, no final do passeio da gruta encontrei com mais um de frente, porém, corajosa, passei por ele sem grandes escândalos...

...Após este episódio, visitamos a primeira cachoeira da viagem, a “Cachoeira da Lua”. Esta, com profundidade beeeem menor do que o poço, de mais ou menos três metros nas proximidades da queda d’agua.

O legal da Cachoeira da Lua, é que alguém colocou uma corda pendurada em uma árvore e o visitante pode se aventurar como um Tarzan da vida real e cair bem no meio do poço... Pra quem não entra na água, o mais legal é ver a primeira tentativa da galera, cara, como é engraçado! Uns vão e se esquecem de pular, voltam e caem na água de qualquer jeito, outros pulam antes, outros não ficam totalmente suspensos na corda e na ida já esbarram na água rasa... Cara é sensacional... aushaushausuas





            Quem curte uma emoção maior tem também um nível mais alto de uma árvore (com acesso fácil) que possibilita ao visitante pular de uma altura maior na lagoa formada pela cachoeira.

            Saindo de lá, fomos pra parte gorda da viagem, o almoço. Um restaurante chamado “Churrascaria Fazenda Boa Vista” de preço único (a R$ 20,00) e comida a vontade com churrasco.

Eu particularmente não curti muito, de longe já comi comidas mineiras melhores (bem melhores, sempre digo o quanto sou fã da culinária mineira), mas deu pro gasto... Deu pra ficar sem fome até a noite praticamente. Porém, não tenho como negar o quanto gostei do garotinho que estava atendendo. Um fofo! Devia ter uns 14 anos mais ou menos, mas a pura simpatia, muita educação e boa vontade... *-*

Depois das barriguinhas cheias, fomos para outra cachoeira (linda por sinal) chamada “Vale das Borboletas”.

            Logo quando entramos na área da cachoeira, temos a opção de ficar mais próximo à queda d’água ou de entrar na mata (aberta, tranquila)...





            Entretanto, certifique-se de ir até a lagoa proporcionada pela cachoeira e vê-la de baixo... A beleza dela está toda lá embaixo:







            A noite em São Thomé é bem gostosa... Na igreja matriz da cidade é possível escolher em qual dos vários bares você vai se sentar e tomar uma cervejinha (ou qualquer outra coisa que queira), se a preferência é a rua, dá pra ficar sentado nela também... O melhor de tudo: as coisas não têm um preço abusivo como estamos acostumados aqui em SP, então, aproveite! :D

            Quem se lembra dos locais altos da cidade lá do começo deste post? Sim, eles são ótimos para visitas matinais também, não precisa ser só ao nascer ou pôr do sol... E o primeiro em que fomos foi a “Pedra da Bruxa”. A subida à pedra é bem tranquila, as rochas formam quase que uma escada para o turista escalar. Suba sem qualquer dificuldade que a vista é linda.



Pedra da Bruxa


            Mais linda ainda é a vista do alto da formação rochosa que fica em frente a Pedra da Bruxa. A disposição das pedras deste lado forma o cenário perfeito para ótimas fotos. Neste ponto, tivemos muita sorte por termos presenciado o voo (e toda a graça) de um tucano entre as árvores morro abaixo.



            Como se não bastasse encontrarmos toda a beleza e a paz neste lugar, ele ainda nos forneceu um caminho de pedras que chegava bem de encontro com uma terceira construção de pedras, desta vez feita pelo homem e conhecida como Pirâmide... Sente lá por algumas horas e contemple o pôr do sol...





            No domingo como nosso tempo era curto preferimos nem almoçar e migramos depressa para a tão famosa Ladeira do Amendoim...

            “Tão famosa, mas nunca ouvi falar”, você pode estar pensando... Então a tratarei de outra forma... A ladeira que é capaz de puxar um carro desengatado morro acima... Lembrou? Sim, né? É a coisa mais doida que já ouvi falar e como encontramos uns amigos que estavam de carro, fomos até o local conferir essa maluquice.



            Reza a lenda que o fenômeno acontece por conta de um forte campo magnético existir no local e as forças deste campo puxam o carro morro acima se estiver em ponto morto... Caso você corra de costas na ladeira, você também pode experimentar efeitos psicodélicos no fim da corrida... Essas e outras várias histórias são contadas no local por guias, moradores e visitantes todo o tempo, o que torna a visita mais empolgante...




            Bom, há quem acredite nisso ou não e como eu detesto ser portadora de más notícias, fica a critério de cada um clicar nesse link e conhecer a explicação “científica” para este mito popular. O que posso dizer é que corremos feito doidos na ladeira, falamos um pro outro que estávamos muitcho doidos, mas na real, a única coisa que aconteceu foi um fortalecimentozinho básico nas pernocas e um canseirinha rápida.

            O saldo desta aventura foi positivo, mas fomos embora com um gostinho de “precisamos voltar aqui...” Seja pra conhecer os outros váááários pontos que não vimos, seja para aproveitar o nascer e o pôr do sol no alto das pedras ou seja para apenas pegar a estrada de moto e nos sentirmos mais livres... hihi

            Quem organizou a excursão foi meu amigo das antigas Filipe... Ele organizou tudo certinho e cobrou apenas R$ 200,00 pelo transporte e pela pousada com café da manhã. Achei um ótimo preço!

            Como já disse acima, nosso almoço custou R$ 20,00 com direito a churrasco e a repetir quantas vezes sua fome permitisse. Um preço legal considerando a quantidade... a comida, razoável... (também já mencionei, eu sei)...

            Comprei duas pinguinhas da boa por R$ 7,00 cada e um chaveiro por R$ 4,00 (não dá pra entender muito a lógica dos preços lá).

            Tomamos tantas cervejas a noite e pagamos APENAS R$ 13,00 cada um (estávamos em cinco na mesa)... Valeu a pena demais, claro!

            Todo o passeio do sábado nos custou R$ 20,00 (gruta, poço e duas cachoeiras).

           O total desse passeio que começou na sexta e terminou no domingo foi de R$ 240,00 (fora as coisas que comprei lá que não tem nada a ver com a viagem em si...) um preço lindo de se ver e de se gastar, convenhamos...

            Então, tá ai sem fazer nada? Pega sua toquinha do reggae e corre pra São Thomé sô! :D

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

# 4 Águas da Prata (SP) & Poços de Caldas (MG)


Ebaaaaaa!!!


Começamos devagar, mas voltamos a ter viagens este ano!! :D


É com GRANDE alegria que lhes apresento o quarto roteiro visitado no ano de 2014 por mim, pela Tati e pela nossa querida aventuguerreira, Trovão Azul... (queria de verdade que já estivéssemos no mínimo no oitavo roteiro, mas, vamos caminhando)...

Descobri Águas da Prata não pela água engarrafada que sempre via nas prateleiras do Zaffari nem por ter ouvido algum comentário a respeito (como muitas vezes acontece), mas pesquisando sobre asa delta. Sim, alguém que nem de altura gosta (lembrem-se do post sobre Pedra Bela) pesquisar sobre asa delta é no mínimo esquisito, mas tenho alguns motivos:

 è  1º: ao contrário do que todos pensam, eu sou SUPER corajosa... Aquilo que aconteceu em Pedra Bela foi só uma encenação... A realidade é que eu estava fazendo o meu TCC EM TEATRO, enfim...; J

 è  2º: eu sempre penso na Tati e imaginei que ela iria gostar de pular (ETA DEDICAÇÃO); e por último, mas não menos importante...

 è  3º: Agora é sério, apesar do medo, tenho a maior vontade, mesmo isso me custando meu coraçãozinho (que pode parar a qualquer instante, ou bater tanto a ponto de explodir hihi)

E nessa busca desenfreada por adrenalina, encontrei um site listando os melhores “picos” para se lançar morro abaixo, eis que um dos tópicos da lista era a cidadezinha objeto de nossa aventura de hoje.

Águas da Prata, resumidamente, é a “ponte” entre São João da Boa Vista e Poços de Caldas (Minas Gerrrrrais sô). Fica bem na divisa de Estado e se você parar um pouquinhozinhoquinho nela, vai se surpreender.

Quando liguei no hotel para fazer minha reserva, a dona, muito prestativa, me informou que a cidade possuía nada mais nada menos do que OITENTA E SETE cachoeiras! Gente, fiquei absolutamente pasma!

Uma cidadezinha com 7.500 habitantes ter 87 cachoeiras era uma coisa quase que impossível da minha mente processar, tanto que restando uns 4 dias para viajarmos, sonhei com uma cachoeira de ondas (isso é sério, era quase um tsunami em forma de cachoeira), faltando 2 dias para a viagem sonhei com uma praça de cachoeira (e eu molhava meus pezinhos em suas águas) e faltando um dia resolvi parar de sonhar com água para não fazer xixi na cama, claro!

No grande dia fizemos o seguinte caminho:


Rod. Dos Bandeirantes> Rod. Anhanguera> Rod. José Roberto Magalhães Teixeira> Rod. Dom Pedro I (gente, pelo amor de deus, aqui é sentido NORTE)> Rod. Gov. Dr. Ademar Pereira de Barros> Rod. Deputado Mário Beni> Rod. Vereador Rubens Leme Aprino> Rod. Dr. Gov. Ademar Pereira de Barros (novamente) e finalmente.... tchan tchan tchan tchaaaaaan ÁGUAS DA PRATA...

            Se vocês repararem bem, pegamos infinitas (OITO) rodovias! Por este motivo passamos por váááááárias cidades paulistas nesse trajeto [inclusive algumas que eu nunca tinha ouvido falar em toda minha existência, tipo Estiva Gerbi (oi???)]. De acordo com o google maps, era o melhor caminho e ainda segundo o meu GPS favorito (e único) a viagem demoraria em média 2h58 min... E fizemos mais ou menos nesse tempo... Talvez uns 2 minutos a mais, não sei ao certo...

            O fato é que somos tão chiques que ficamos no ÚNICO hotel da cidade com hidro kkkkkk precisei falar isso porque está escrito um “c/ Hidromassagem” em letras garrafais na fachada do hotel... (tentei conseguir uma imagem disso pelo google, mas infelizmente não rolou L).

            Chegamos, nos acomodamos e já partimos para a peregrinação. Mas espera... Hey! Você! Sim, você que está lendo! Por acaso você viu 87 cachoeiras por aí? Não? Uffffa, que sorte, pensei que tinha sido só a gente que procurou e não achou...

Enfim, é isso mesmo pessoal... Não encontramos as 87 cachoeiras... não, também não encontramos 80, tá, nem 60... 30? Não também... E o que podemos dizer de 10? Kkk NÃO! 5??????? Ok ok, vamos ao numero real: Em Águas da Prata, vimos um total de... DUAAAAAAS cachoeiras! DUUUUUUAS. Pronto! Acabei com a expectativa logo de cara porque não me aguento e não sei fazer muito suspense.

Minha viagem legal estava indo por ÁGUAS DA PRATA ABAIXO, mas graças ao otimismo da Tati acabei me acalmando e fomos atrás do que realmente importava: Cenas bonitas para registrar, guardar na memória e mostrar aqui no blog num futuro próximo (agora)... J

Mas gente, antes de mais nada, não pensem que não existem todas essas cachoeiras em Águas da Prata... Existe sim (pelo menos boa parte delas), porém, a grande maioria encontra-se em propriedades privadas e você paga para deslumbrar da gratuidade da natureza. A secretaria do turismo cobra valores altos para que você faça um passeio mata adentro e quando eu digo altos são de R$ 60,00 a R$ 100,00 por pessoa para entrar (o maior valor de jipe) em algumas propriedades. E na boa, R$ 200,00 em meio dia de passeio não convinha. Nós temos a consciência de que quando se paga para entrar, TALVEZ, as pessoas respeitem mais o lugar e tal, mas R$ 100,00 custou praticamente nossa diária em Trindade! Portanto, resolvemos fazer o que dava e partir pra Poços de Caldas...


E fazer o que dava nos levou diretamente para uma estradinha com destino ao famoso Pico do Gavião (talvez a maior atração da cidade)... No caminho do Pico nos deparamos com a Cachoeira Ponte de Pedra, que é uma pequena queda d’água onde não se faz necessário grandes aventuras para encontra-la. Estacione a moto (ou o carro) e dê uns 10 passos a frente e VOILÀ! Chegamos! :D




Após uns 15 km de estradinha de terra, faltando apenas 3 km para chegarmos ao pico, algo inesperado aconteceu! Praticamente um mar mediterrâneo se estendeu em nossa frente e infelizmenteeeeeeee não conseguimos atravessar e ver de perto as belezas que nossas vistas poderiam enxergar do alto do Pico do Gavião.... =((((





Pode não parecer, mas  acho que para a Trovão isso aí é muito fundo! Ficamos com medo de passar, confesso, mas estávamos sem sinal de celular, a 15 km da cidadezinha e a 239 Km de São Paulo, não dava pra se arriscar tanto... L Sou mãe dela gente, me julguem.....

Me julguem mas não fiquem tristes! O google ajuda em tudo... Vejam abaixo um pouquinho do que perdemos... =(

                          Fonte: http://www.flybrazil.com.br/ondeestamos.htm


Tá, tá, nem é grande coisa, por isso voltamos pelo mesmo lugar que chegamos e no meio do caminho cruzamos com uns caras do motocross que certamente passariam pelo Rio Pinheiros ali acima... Não pude deixar de sentir uma pontinha de tristeza por ter uma moto baixotinha naquela ocasião...

A essas horas eu já estava totalmente decepcionada com o fato de não ter 87 cachoeiras e por não ter êxito na jornada até o Pico do Gavião e o que fizemos? O que toda pessoa decepcionada faz ué... Sentamos e comemos... hehe

E incrivelmente comemos 2 salgados, uma coca de 600 ml e um sorvete numa padaria da cidade por R$ 10,00. Isso me animou uns 20%.

Apostando nossas últimas fichas antes de rumar à Poços, encontramos uma cachoeira bem conhecida por lá chamada “Cascatinha”.

Aí as coisas melhoraram. A queda d’água é pequena, porém, muito charmosa. Conseguimos boas fotos no local e passamos pelo menos uns 40 minutos lá antes de cruzarmos a fronteira entre São Paulo e Minas *-*







Chegando em Poços de Caldas, paramos rapidamente, atraídas por churros (Tati) e crepe de chocolate (eu) e já seguimos para o mirante onde mora a estátua do Cristo. É dali que você consegue ver que Poços é uma cidade relativamente grande perto das demais em que passamos... Além de tudo, o pôr do sol dali de cima é sensacional...



            E por lá ficamos até a noite, apreciando a vista e sentindo o congelante frio do Sul mineiro...

        De volta à cidade, paramos na praça central tomada por turistas (e obviamente moradores também), ambulantes, artistas e cachorros... E observando por alguns bons minutos o movimento noturno (e os casais dançando no meio da praça) fomos atraídas por uma fumaça dos deuses... Uma fumaça que nos carregou até... A LANCHONETE DO ALEMÃO. Hahaha

        Obviamente estava falando de comida como vocês poderiam prever, e minha nossa senhora dos estômagos vazios!!! Que lanche é aquele sô?

        Nunca, em toda a história da minha vida vi um lanche tão grande. Para se ter uma ideia, os proprietários da lanchonete lançaram um desafio que NINGUÉM conseguiu vencer até hoje. O lanche possui nada mais nada menos que DEZ HAMBURGUERES e mais uma infinidade de presunto, queijo, ovos, bacon, saladas e mais saladas... Quem tiver oportunidade de conhecer e tiver e a fome necessária, aceite o desafio e coma o lanche sem pagar... Você será o novo REI (ou RAINHA) do mundo da alimentação de rua!!!

            Na manhã seguinte...

        ...o dia amanheceu bonito, e domingo é dia de fazer programas de tia (tias, vocês são sensacionais sempre, não levem a mal), portanto, fizemos o que? O que? O que? Siiiiiiiim minha gente, minha atividade favorita no quesito passeio de tia: PEDALIIIIINHO :DDDDD


            A felicidade é real, reparem... :D




            De lá, conhecemos a Cascata das Antas, uma cachoeira bem legal, por um motivo curioso: Ela fica bem ao lado da atual hidrelétrica de Poços de Caldas, que também abriga a primeira hidrelétrica de Poços, fundada em 1898. As ruínas em si me atraíram até mais do que a própria cascata, mas simplesmente pelo meu gosto por filmes de terror... E florestas, cabanas e ruínas sempre fazem minha imaginação pensar em cenas de filmes aterrorizantes... hehe 



Saindo da Cascata subimos novamente pelo morro de acesso ao Cristo e antes de chegar ao final entramos numa outra passagem onde uma placa indicava a “Pedra Balão”. Esta é uma outra atração bem conhecida em Poços. A Pedra Balão também fica em um local, eu diria, civilizado. Digo isto, pois há estacionamento, uma lojinha e uma lanchonete no local. E pelo o que entendi também mora alguém lá em cima.

Na paisagem, o que se vê são pedras dispostas de uma maneira curiosa e que segundo dizem, foram arquitetadas apenas pela mãe natureza...  O único detalhe é que ela se esqueceu de colocar uma escada para que nós, humanos, pudéssemos nos aventurar em cima dos seus aproximados dez metros de altura, portanto, nós, os mesmos humanos, auxiliamos a mãe Natu com uma mãozinha nesse trabalho... Dito isso, simmmm, os aventureiros das alturas podem sim subir na pedra e tirar infinitas fotos na pose “Cristo Redentor”.


E falando nisso, por que raios as pessoas só tiram fotos de braços abertos? Neste quesito eu e a Tati inventamos a nova sensação para fotos em paisagens: a pose Estátua da Liberdade... hehehe é, nós sabemos, é meio americanizado e tal, mas estamos cansadas de tantas fotos iguais... O único problema é que ficamos com um pouco de vergonha de realizar esta proeza em meio a tantos Cristos Redentores que ali estavam, mas, já que a ideia se tornou pública a partir de agora, ficaremos felizes em ver futuras publicações com poses mais criativas tá? hehehehe



A vista do alto da pedra ultrapassa as árvores e com o tempo favorável, temos uma vista mais ou menos assim: 



Fora o caminho até lá que é FANTASTIC! (E a noite deve ser fantasmagórico)...




Até o final do dia ficamos em Poços e sem demoras porque o tempo é curto e antes de partir visitamos uma espécie de parque que guardava em seu interior a cachoeira Véu das Noivas, mais ou menos como o que visitamos em Extrema. Analisando friamente, o argumento da secretaria do turismo de Águas da Prata para as cachoeiras ficarem em propriedades privadas é que assim as pessoas preservariam o meio ambiente de forma que se estivessem à disposição pública isso não aconteceria. Ora, pra mim a realidade na verdade é outra, os proprietários destas terras usam o patrimônio público e natural como fonte de renda e é isso que não consigo engolir... Se a intenção real fosse a preservação, as pessoas poderiam andar mata adentro sem pagar taxas para cruzar as porteiras como é feito nestes parques... Mas, enfim, foi só um desabafo... hehe








Quem visitar Poços e tiver interesse em coisas mais variadas, pode gostar de passear pela Praça Getúlio Vargas. Lá existe um relógio floral que marca a hora certa e apesar dos ponteiros serem de metal, seus números e demais partes são compostas por flores, plantas e grama. É bem bonito de se admirar, além de ser considerado um ponto turístico da cidade, nós apenas passamos por ele.

                                          Fonte: http://www.editoraexpedicoes.com.br/inside/wp-content/uploads/2013/01/relogio.jpg


           Ainda no quesito jardinagem, se houver tempo, visite o Recanto Japonês, localizado no bairro Jardim dos Estados... É um jardim oriental que apesar de não termos conhecido pessoalmente, muitas pessoas indicam como parada obrigatória... Nele você encontra um lago artificial com carpas coloridas, a fonte dos três desejos (que simboliza amor, dinheiro e sabedoria), quiosques e uma Casa de Chá, fora a paisagem, que como podemos ver, não deixa NADA a desejar... J

                                          Fonte: http://www.descubraminas.com.br/Turismo/CircuitoDetalhe.aspx?cod_circuito=48

             
           Agora, como de costume, vamos aos precinhos desta viagem:


è De gasolina, a Trovãozinha vai que vai então gastamos R$ 25,00 de ida + R$ 25,00 de volta... Pra andar pelas cidades durante estes dois dias, foram mais uns R$ 10,00;

è O hotel, como já disse, o ÚNICO e em letras garrafais, com hidro, R$ 120,00 com café da manhã;

è Comida: Lanchonete do Alemão na praça principal de poços, com lanches de todos os preços e NENHUM deles você passa fome, garanto; No domingo, comemos em um restaurante "Coma a vontade" de R$ 12,00 o prato + R$ 2,00 pela coca, baratissimo...; *-*

è Pedalinho: R$ 15,00 o carrinho. 


Agora, vamos aos fatos: Não dá pra ir pra Minas e não trazer doces e cachaças (quem curte), portanto, leve um pouquinho a mais (eu sei que vocês vão levar) pra aproveitar tudibaum que tem por lá. Outro fato: Não seja doido dos tomates como eu e a Tati, que viajamos para fazer compras no supermercado... O preço do tomate estava dos deuses gregos da colheita feliz, aí aproveitamos pra voltar com as mochilas cheias hahahaha

E com isso, ficamos por aqui...

Até breve! :)

domingo, 13 de julho de 2014

#3 Embu das Artes


O primeiro semestre deste ano foi meio conturbado para alguém prestes a entregar uma monografia, por isso andei postando viagens que fiz nos anos anteriores a este e que por este motivo não entravam na meta das 12 viagens em 1 ano, o verdadeiro propósito do blog. Agora que finalmente consegui finalizar mais este ciclo, espero voltar a ter tempo o suficiente para me concentrar apenas no cumprimento da meta. :D

A terceira viagem que fizemos este ano é tão próxima de São Paulo, mas tão próxima que nem sei se eu deveria considerar como uma viagem, mas vale tanto a descrição e principalmente a visita que não me segurei e precisei falar dela. Primeiro porque como disse lá no início, não importa a distância e sim o passeio e segundo porque o lugar é agradável demais para passar em branco e não comentar (sobretudo quando se tem pouco Money no bolso... rs)

No dia 04 de Maio deste ano, estávamos num tédio monstruoso aqui nas bandas de São Paulo e decidimos: Vamos conhecer Embu das Artes!

Eu já tinha recebido algumas dicas do meu grandeeee amigo Gilmar para passar por lá quando tivesse um tempinho. E quanto finalmente esse tempinho chegou, pensei: Poxa, devia ter vindo antes.

O caminho foi bem simples. Pegamos um pedacinho da Rodovia Castelo Branco (até o Km 19), em seguida mais um pedacinho do Rodoanel Mário Covas e finalmente segui as indicações na Rodovia a Regis Bettencourt (BR-116). Logo você já avista a entradinha da cidade (então, fique esperto!). Tudo isso deu 33Km da porta de casa à cidade. Acho válido.


Aos amantes de Arte e aos curiosos também, por lá se encontra de tudo um pouco: diversos tipos, tamanhos, estilos e épocas. Se procura por arte, este é o lugar certo para se visitar. Tem tudo relacionado à decoração, móveis rústicos (ou não), antiguidades, esoterismo, pintura, lustres e até mesmo arte de rua. Garantido! Não será um dia em vão se você passar por lá, isso porque somado à tudo o que falei agora sobre as artes, temos uma cidadezinha muuuito fofa e aconchegante. Com bares e restaurantes espalhados por todos os lados e opções baratas também (nós comemos churrasquinho de uma lanchonete por R$ 3,00).


                                           Fonte: http://www.companysul.com.br/assets/images/revista/ed23/turismo.jpg


Pelo visto as ruas são sempre cheias aos fins de semana, mas nada que você sofra... Dá pra ir e ficar numa boa o dia todo hehe

Fonte: http://viagemhoje.com/files/2012/01/embu-das-artes.jpg




                              Fonte: http://www.jornalnanet.com.br/public/img/noticias/2011/08/embu.jpg


Saímos de lá com plantinhas e quaaaase, mas quase mesmo, faltou pouco, com um gato e um cachorro de uma feira de adoção... O detalhe é que mal dava pra levar as plantas na moto né... Mas enfim, para um domingo chato e tedioso como aquele com toda a certeza do mundo Embu das Artes salvou o fim de semana inteiro.

Antes de postar, já vou ter que atualizar o post, neste último sábado (05/7) voltamos à Embu e vimos outras coisas que não tinha percebido na primeira vez.

Tem uma praça de alimentação bem na entrada da feirinha; têm também lojas de vinhos, queijos e doces (que você pode degustar *-*); tem churrascaria coma a vontade por R$ 22,90 (+ taxa de serviço, + bebidas de 1.000,00) com comida boa e não se esqueçam amigos, NÃO TEM FEIRINHA de sábado... Portanto, prefiram os domingos. A não ser que queira algo mais tranquilo, aos sábados as lojinhas estão todas abertas e as ruas têm espaço para andar...



O estacionamento na entrada da cidade custa dez reais (o período) para o caso de não conseguir estacionar na rua e o pessoal que você encontra pelas ruas são no geral bastante cordiais.

Não tive nada o que reclamar das duas vezes que passei por lá, e você, já foi pra Embu? O que achou? Conte-nos ali nos comentários J