domingo, 23 de março de 2014

...Enquanto isso... Ubatuba!

          
          Esta viagem é basicamente o final do post anterior.

        Trindade ficou pra trás por volta das 11 da manhã. O trauma da ida foi tamanho que não quisemos arriscar voltar tarde demais e passar o mesmo apuro na volta...

         A ideia principal era avançar mais na viagem e ir até Paraty, mas seguimos as orientações do pessoal da cidade e retrocedemos à Ubatuba que, aliás, foi uma ótima ideia!

        O domingo estava lindo! Um baita sol, vento forte quebrando aquele clima abafado e a estrada livre!

         Num dia como este, só o fato de passar pela Rod. Rio-Santos já é gratificante. De longe é a estrada com o visual mais bonito que já vimos. Alguns quilômetros de mata fechada, outros de morros, riozinhos durante o trajeto e finalmente, no ponto alto, uma BELA vista das praias de Ubatuba. TODAS, sem exceção nenhuma, são belíssimas! Vistas de cima, não parecem ser tão perto de São Paulo, nossa cidade cinzenta de praias cinzentas.

         Isso não é uma crítica, mas quem está acostumado a fazer bate e volta no litoral sul ao menos uma vez ao mês (eu), deixe esta rotina de lado e experimente ir mais longe. Será a primeira vez de muitas, tenho certeza! Lá a natureza prevalece e este é o charme do lugar!


Quer ver? Então olha só isso:

   Praia do Félix vista da Rodovia Rio-Santos.                                                        Fonte: http://viagem.uol.com.br/album/guia/2013/08/16/ubatuba.htm#fotoNav=52



De Trindade até Ubatuba existem váááááárias opções de praias e aqui cito algumas delas: Almada, Félix, Galhetas, Pereque Mirim, Prumirim, Praia Vermelha e muitas outras... O fato é: tudo é lindo demais! E a tentação é de parar em todas, mas pelo horário decidimos escolher entre elas e paramos em Prumirim.



E que ótima escolha, não?

         Para entrar na praia é necessário passar pelas ruas de um condomínio fechado (coisa fina) e na areia da praia não existem milhares de quiosques, bares e lanchonetes, existem dois, de resto é só mar, areia e um liiiiiiiiiindo visual.



         Além das praias, Ubatuba ainda oferece ilhas, cachoeiras, trilhas e uma cidade com várias atrações, ou seja, quem vai pra lá não conta só com sol não. Tem passeios para todos os gostos... E falando em gostos, saindo de Prumirim, passamos a tarde na orla da praia do Cruzeiro, já na cidade... Muito mais movimentada, com várias opções de restaurantes, sorveterias e logo atrás da avenida principal, todos os tipos de comércios.

Ah! E quase esqueci... Muitas ruas de mão única, o que me deixou um pouco impaciente, já que tive que rodar pelo mesmo lugar mil vezes para conseguir chegar ao ponto que queríamos.



O desfecho foi um contraste da ida. Voltamos pela Tamoios, que apesar de estar em obras, nos garantiu uma viagem tranquila... Me parece que atualmente as obras foram concluídas, mas é bom pesquisar sobre isso antes de sair de casa.

Neste post as dicas ficarão por conta apenas das praias já que não ficamos por lá para saber sobre acomodações e outros serviços.

Masssssssssssss aguardem a próxima publicação! Tenho 8 dias de conversa sobre Florianópolis esperando para serem lidos! :)

Até lá!!

sexta-feira, 14 de março de 2014

...Enquanto isso... Trindade!

    Enquanto a gente espera a terceira e próxima viagem de 2014, que tal relembrar outras aventuras?


Um belo dia, eu tive a brilhante ideia de conhecer Trindade, no Rio de Janeiro. Até aí, realmente era uma brilhante ideia, pois o lugar é indiscutivelmente lindo... Mas, é claro, tinha que ter alguns poréns...

1)    Eu quis ir de moto;
2)    Essa era minha primeira viagem relativamente longa de moto (o mais longe tinha sido Sorocaba);
3)    A apressada que aqui vos fala quis ir após o horário de trabalho, numa sexta-feira; e...
4)    A Tati poderia ter dito NEM PENSAR! Mas como é mais doida do que eu não me travou. Rs

       Tem um “P.S.” também e contá-lo-ei (óóóó, culta!) aqui mesmo. O meu assistente e GPS googlemaps não entrava na vila de Trindade (na época, pois conferi recentemente e agora entra ¬¬), então eu sabia (mais ou menos) chegar até lá, mas após cruzar a placa (de madeira) indicando a vila, era algo a se descobrir ainda...

         Tudo acontecendo conforme o programado: malas prontas, caixas de areia limpas e estoque de água e comida verificados (para as nossas gatinhas Cruela e Narcisa *-*).

         O trajeto conferido e repassado mil vezes era o seguinte: Rod. Ayrton Senna > Rod. Carvalho Pinto > Rod. Oswaldo Cruz > Rod. Rio-Santos > ** Trindade **

        

       Saímos por volta das 18h30min, e a partir daí foram uma sucessão de erros. (Inclusive este post será contado por erros e não por palavras...).

Minha primeira decisão errada foi utilizar a Rodovia Ayrton Senna (SP-070) ao invés de ir pela Dutra (BR-116). Fiquei amedrontada com a fama de a Dutra ser cheia de caminhões e blá blá blá... Acabei indo por uma rodovia onde existe somente um raio de ponto de parada! Um Frango Assado em São José dos Campos. Antes e depois apenas estrada. ¬¬

         Dica 1: Apesar da má fama, gostei muito mais de utilizar a Dutra (fomos para Campos do Jordão por lá) por conta dos vários postos de gasolina e restaurantes que têm pelo caminho e pelo fato dela economizar 10 km nesta viagem.

         Segundo erro: Achar que daria tempo de entrar na Rod. Oswaldo Cruz antes do céu escurecer por completo, mas a noite caiu desde que paramos em São José dos Campos para colocar as capas de chuva (já que DO NADA fez um frio do Alaska).

         Tem outro P.S. por aqui... Não só uma como VÁRIAS pessoas me disseram que a serra de Taubaté era bem complicada, que a velocidade máxima por lá era 20 km e que eu era louca de ir à noite e de moto ainda por cima, masssss, a espertona aqui como sempre contrariou todos os avisos e mesmo assim foi se aventurar... Gente, eu pensei “Magina, 20 km? Hahaha a galera está exagerando e muito, em nenhuma pista do planeta a velocidade será de 20 km kkkk, doidos”.


         Mas SIIIIIIIIIIIIM!!!! SÃO EXATOS 20 KM/H OU MENOS PRA SE ANDAR NAQUILO!

Existem duas faixas na Oswaldo Cruz. Uma de ida e uma de volta. Faixa refletora no meio? Hahahaha LUXO! Algum sinal de vida? Eu, a Tati e a Trovão. Uma escuridão de dar arrepios! Neblina tão forte que o farol baixo não me deixava enxergar um palmo na minha frente, o farol alto piorava a situação.

         Conforme subíamos, a viagem ficava mais tensa! O frio aumentava e uma garoa fininha começava a cair. Nessa parte da rodovia, eu estava conseguindo andar numa média de 60 km/h, até que... Sim, a situação piorou!

         Começamos a descer. E a descida foi horrível! As curvas eram tão fechadas que fiquei com medo de andar com a moto engatada e ela morrer do nada e a gente cair. Fiquei com medo de andar com ela no ponto morto e correr o risco de andar rápido demais e não conseguir fazer a curva. Show de horror.

Não tinha clima (nem luz) para fotos deste ponto, mas depois procurei no google uma foto da estrada e vi coisas que ilustram bem o desespero:


Acreditem quando eu lhes digo que isso aí à noite, com chuva fina, neblina, frio e duas mochilas lotadas em cima de uma moto é pior do que um pesadelo estrelado pelo Freddy Krueger! E acreditem também que eu nunca tive medo de pilotar uma moto, mas depois deste dia... :s

...Trindade fica a 8 km após o início do Estado do Rio de Janeiro. Entrando na Rodovia Rio-Santos, após o posto policial, são exatos 32 km percorridos em São Paulo e mais 8 km já em solo carioca.

Ao contrário do que dizem, existe sim uma placa indicando a entrada de Trindade! Eu fui com a ilusão que só teria uma plaquinha velha de madeira dizendo onde entrar e por conta disso todos os lugares que tinha uma aberturinha de árvore ou uma trilha qualquer, eu já dava seta e encostava para entrar na vila, (frustradíssima).

         Quando passamos pela placa, achei que finalmente tínhamos concluído a missão, mas após subir o primeiro morro (é asfaltado!) me deparei com outra placa dizendo:

>> TRINDADE A 5 KM <<
         
         Mas o que eram 5 km pra quem já tinha percorrido 300 né? Segui a orientação da placa e desci 3 km, dando de cara com... UMA PRAIA! Pedras e ondas quebrando nas rochas, de um lado. Um córrego e escuridão total do outro.

         Pensei: “Ferrou!” Não tem mais estrada. Não tem trindade. Não tem pra quem perguntar.
Voltamos até a placa, descemos mais uma vez e pra resumir, só conseguimos entender que ali tinha uma continuação quando um ônibus apareceu do nada do meio do mato!

         A questão era: O chão de pedras, cheio de areia de praia, eu escorregando com meu tênis de sola gasta (ô vida) e um córrego (que estava cheio porque naquela semana tinha chovido muito no Rio de Janeiro) separando o fim da estrada da praia com o começo da estrada pra vila. O que fazer?

          
         Simmmmmm! POSEIDON me enviou do mar um carro!!! Um carro!!!!  Apareceu do nada em meio à escuridão, com apenas uma pessoa dentro, um cara que desceu e disse a linda frase:
         “Quer que eu passe com a moto pra você?”

Aí eu respondo:
1)    Tá loco meu filho? Toma seu rumo, acha mesmo que vou dar minha trovão azul, obra dos mais lindos deuses gregos na mão de um estranho que acabou de chegar e blá blá blá, todo aquele xilique de mulher...
2)    CLAROOOOOO POR FAVOR FAZ ESSA POR NÓS, OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!! ;DDDDDDD

    É gente, perante a situação, entreguei minha linda filha ao estranho e ele gentilmente passou pelo córrego, estacionou e eu e a Tati passamos a pé pelo riozinhomalditoinfernoquemcolocouaquiloalinomeio?

         Finalmente... A vila de Trindade! É uma coisica fofa, pequena, aconchegante, com praias lindas, piscina natural (leve óculos de mergulho e nade com os peixes, é rasinho!), trilhas curtas, longas, médias, fica a preferência do freguês.

         Dá para visitar tudo em um fim de semana tranquilamente, pois ela é mais ou menos assim:




E por ser uma vilinha pequena não precisa ir de carro (ou moto) para ficar bem por lá... Este foi mais um erro... A viagem de ônibus seria muito mais tranquila e confortável... Mas enfim, chegamos na pousada MEIA NOITE E MEIA. Sim amigos, foram seis horas numa viagem que daria para fazer em 3 horas e meia (mais ou menos)...



O dia começou maravilhoso! Apesar de a semana anterior ter chovido em excesso no Rio, o sábado acordou de bom humor com um baita sol lindo brilhando pra gente aproveitar!
    Começamos pela praia do Meio. Estava razoavelmente movimentada. Ficamos um pouco, mas o objetivo principal era conhecer a piscina natural.



                            Praia do Meio

                            Praia do Meio

       A seguir, rumamos pela primeira trilha sentido à praia do Cachadaço. Uma trilha de nível fácil. Passamos sem nenhum tipo de problema...


                      Vista da trilha a caminho da praia Cachadaço



Neste lado da praia o ambiente era bem mais tranquilo do que na praia anterior... Não tinham carros com sons estridentes e poucas pessoas passeavam por lá... 


                           Praia do Cachadaço

                     Praia do Cachadaço


Percorremos toda a praia à procura da trilha para a piscina natural. No fim, já entre as pedras está a entrada para a trilha... Esta, de nível um pouco mais elevado começou com uma surpresa. De atravessado na trilha, um lagarto enorme!! Quase caí pra trás de medo! Hahaha

Mas ele ficou lá por apenas alguns segundos e logo se escondeu na mata para finalmente começamos a subir a trilha. A vista do alto da trilha também é muito bonita, vale a pena parar pra recuperar o fôlego tirar umas fotos.




Chegando na piscina natural do Cachadaço, ficamos encantadas com a quantidade de peixes e o quão próximo eles ficam das pessoas... (mesmo nesta foto tendo apenas um peixinho, na realidade o lugar é rodeado por vários cardumes)



E nesta hora, mesmo com o tempo ficando nublado, bastante gente continuou na piscina, inclusive nós. Ficamos até começar a bater AQUELA fome...

            


E falando em fome, apesar de termos encontrado um hostel muito legal e barato, (informações no fim do post) comer em Trindade sai um pouco mais caro do que imaginávamos... Andamos pela vila e olhamos restaurante por restaurante até encontrarmos um prato feito (caprichado até) por R$ 18,00, que em vista dos demais, acabou sendo uma boa opção. Portanto, pesquisem bem antes de entrar no primeiro restaurante!!

No fim da tarde, andamos até a Praia de Fora... Pra mim não é a mais bonita entre as praias de Trindade, mas é gostoso ficar sentado em uma das diversas pedras que ficam espalhadas pela areia...




Para finalizar os passeios do sábado, andamos até a Praia dos Ranchos e por lá ficamos até o anoitecer...



Nem preciso dizer que com sol TODAS essas praias ficam 200% mais bonitas e que NATUREZA E LIBERDADE SÓ EXISTE NA TRINDADE... :) créditos ao Neto Trindade para esta frase, que ilustra bem o ambiente desta pequena e mágica vilinha do Rio de Janeiro.

A noite assistimos a um show na rua, mas acabamos voltando cedo para o hostel, pensando em aproveitar o dia seguinte ao máximo.

No domingo acordamos, tomamos café e já partimos para a praia do Cepilho, onde estava acontecendo um campeonato de surf... o dia mais uma vez estava lindo e conseguimos registrar o pânico da chegada à luz do dia. De manhã não era nada apavorante, passamos pelo córrego tranquilamente e em poucos segundos. 

Apesar da foto não ser tão grande, repare que a água pega boa parte do fim da estrada e a placa branca marca o início da continuação da estrada. Então, a noite, como não conseguíamos enxergar absolutamente nada, a ajuda do garoto do carro foi realmente essencial! (Recado ao moço do carro: Se um dia você ler isso, receba mais uma vez o meu muito obrigada).



Praia do Cepilho:




Importante: Além das praias, não deixe de ir nas cachoeiras... Não visitamos nenhuma porque acabamos indo embora bem cedo de Trindade para terminar a viagem em Ubatuba (em breve falaremos a respeito). Todas as pessoas com quem conversei sobre Trindade me indicaram visitar a Pedra que Engole. Para falar a verdade ficamos bem curiosas em conhecer, mas ficará para uma próxima.


E pra quem chegou ansioso até aqui, aí vão as dicas!


Com relação ao hostel, achei muitooooooo incrivelmente barato! A diária custou R$ 35,00 com direito à wi-fi, café da manhã e hospedagem para minha filha guerreira Trovão Azul. O dono, um Argentino SENSACIONAL, nos deixou super à vontade, deu dicas, emprestou óculos, enfim, deixou uma ótima impressão e com certeza numa próxima visita será o primeiro a ser contatado. Eles não possuem site, mas ai vai a página do Samblumba Hostel no Facebook: https://pt-br.facebook.com/pages/Samblumba-Hostel-Trindade/120093414735118

De São Paulo à Trindade são aproximadamente 300 km... De gasolina foram R$ 30,00 em São Paulo e, pra garantir, mais R$ 20,00 em Taubaté na ida. Mais R$ 30,00 na volta, totalizando R$ 80,00

Pedágios: Passamos por três pedágios que juntos somavam o valor de R$ 3,90 (somente ida) para motos. (Se desejar consultar o valor para outros veículos clique aqui: http://www.abcr.org.br/TarifasPedagio/TarifaPedagio.aspx)


Realmente uma viagem boa, bonita e barata que mais uma vez está SUPER indicada! Aproveitem Trindade ao máximo! 

A praia fica pra aquela direção:


Sigam o gato e até a próxima aventura, amigos! 

sexta-feira, 7 de março de 2014

#2 Campos do Jordão

Aniversário de namoro! Existe data mais inspiradora a agradar alguém? Não, não existe! O aniversário de namoro é uma das datas em que você usa toda a sua disposição e romantismo para encontrar algo que realmente agrade o seu amor e tão inspiradora quanto esta data foi a viagem que fizemos para comemorar o lindo um ano de namoro....

Ahhhh Campos do Jordão, como não sabia de sua existência antes? Por que demorei um ano todo pra conhecer? ♥ ♥ ♥

Este post é um alerta aos casais apaixonados. Se vocês estão vivendo juntos sem visitar Campos do Jordão, não percam mais tempo, por favor! Lá as montanhas estão envoltas a um coração gigante (Sério). Quem entra lá, sai mais apaixonado!

E para aqueles que ainda não tem seu par ideal (posso marcar uma amiga aqui cujo nome começa com VI e termina com DINHA hahahahahaha) PRECISA conhecer para que num futuro próximo faça uma viagem especial com sua metade da laranja. J

Não sei se foi o aniversário de namoro, o dia que estava LINDOOOOOO ou o tal coração em volta da montanha que deixou esta viagem espetacular, mas desde a estrada já tivemos a melhor primeira impressão do lugar!

Pra verem que não estou exagerando, deem só uma olhadinha nisso:



         Pois é, de longe linda de perto maravilhosa. Esta é a definição de Campos. Antes de chegar à cidade, pare por alguns minutos no mirante chamado de “Vista Chinesa”... É só uma prévia do que está por vir:



        Tudo favoreceu. A pousada, muito aconchegante. Atendimento de primeira! Valor acessível, café da manhã incluso e melhor, perto de tudo. (Sim, darei as coordenadas no final).
      
      Eu tenho uma regra quando estou viajando: Não posso perder tempo. Quero conhecer o máximo possível do lugar... Tem que valer a pena! E assim sendo, largamos as mochilas no quarto e partimos para a missão “conhecer a cidade”.

     Quando passar pelo portal, de cara já é possível ver o bondinho que passa pela avenida principal toda. Não o utilizamos porque estávamos de moto, mas pra quem gosta deste tipo de passeio, o ingresso custa 10,00 e as saídas são de meia em meia hora.

     O primeiro ponto visitado foi o Pico do Itapeva. Na estrada de acesso ao pico, tivemos a obrigação de parar para ver os GIGANTESCOS hotéis (chiquérrimos) nas montanhas, um mais impressionante que o outro, coisa de filme mesmo! 


           No alto do pico, segundo um morador da cidade (ele estava explicando a uma mulher e eu estava de antenas ligadas rs), em dias sem neblina é possível avistar sete cidades vizinhas! Infelizmente a vista estava tomada por uma nuvem E-N-O-R-M-E e não pudemos ver tudo o que poderíamos em dias de sol, mas mesmo assim o lugar é lindo!

         É tomado por lojinhas de doces, souvenirs e malhas. O tradicional chocolate quente e outras delicias de Campos também são vendidas por lá. Comparado aos preços de Capivari (um bairro à frente, e um assunto à frente também) vale a pena comprar malhas lá em cima, as demais coisas, doces, cervejas, chocolates, me parece que tem um preço semelhante em todos os lugares.

         O bom de Campos é que no caminho para um determinado ponto turístico existem outros pontos, portanto na descida paramos nas Corredeiras do Fôjo. Fica bem na entrada de um condomínio e o acesso é por uma estradinha de terra e pedras. Quando fomos tinha apenas um casal. É um lugar bem tranquilo, vale a pena molhar os pés por lá... Além disso, ficamos um tempão em outro ponto chamado “Ducha de Prata”, que é uma espécie de parque, com tirolesa, lojinhas, e restaurantes...

         Na pausa para o almoço, algo inesperado: Comemos rapidamente no mercado municipal e tanto o pastel quanto a Coca-Cola KS (Aquelas garrafinhas) custavam R$ 2,00!

         Gente!! Precisei falar disso. Quando aqui em São Paulo você come um pastel por tão pouco? Nem em feira livre mais!


        No fim da tarde de sábado visitamos a fábrica de chocolates Araucária (que fica muito perto da pousada) e em seguida fomos até a Vila Capivari. Lá é o centro turístico de Campos, tem uma arquitetura tipicamente europeia e ouso dizer que se você tirar foto dentro de um bueiro, tenha certeza que ficará linda rs


Sério, tudo lá é tão fofo que um simples “enfeite” na árvore da rua me deixou encantada... Aí já viajo nas ideias de como São Paulo podia ser mais bonita com simples gestos... Ai ai...



         Ir para Campos exige algumas paradas obrigatórias. Uma delas é na Cervejaria Baden-Baden. Num sábado a noite é lotaaaada, mas gostei do atendimento... Preços um pouco altos (para meus padrões kkk), mas se tiver com uma graninha sobrando é legal parar e conhecer o bar.

         Depois de muita indecisão resolvemos jantar em um restaurante italiano não muito caro (em relação aos demais), mas delicioso! (Apesar do atendimento regular)


ZzZzZzZzZzZzZzZzZzZz


         No domingo acordamos cedo e fomos até a Pedra do Baú. São mais de 25 km até chegar à trilha, inclusive fica além do município de Campos. As Pedras do “Complexo Baú” estão localizadas em São Bento do Sapucaí. 
       
       É fundamental parar rapidamente no observatório que tem próximo à Pedra para vê-la de longe... É realmente algo que nunca vi igual... a vista das montanhas se sobrepondo no horizonte é fantástica! Não dá pra acreditar que tudo aquilo fica tão perto da capital.





         Se o observatório é lindo, imaginem a vista do alto da pedra! Posso olhar essas fotos mil vezes que não serão vezes o suficiente para suprir a vontade de voltar lá...

A trilha para a Pedra do Baú leva 3 horas para ser concluída (ida e volta), a trilha para o “Bauzinho” leva apenas 10 minutos para ir e voltar... Só fizemos a trilha curta e imagino que a chegada à Pedra do Baú seja realmente hipnotizante, porque o Bauzinho já é... 


         Aos que têm medo de altura, SUPERE, por favor!!!! Não volte de Campos do Jordão sem ter ido a este ponto turístico, porque, pra mim, foi o ápice da viagem! Sério, sentar naquela pedra e só olhar tudo envolta é uma verdadeira sensação de paz... É inexplicável, só indo e conferindo mesmo...

         Esta foto mostra a Pedra do Baú vista pelo “Bauzinho”, mas tem pessoas em cima daquela rocha! E não são poucas!

      Saindo da Pedra do Baú, vimos ainda mais algumas belezas naturais. A cachoeira que mencionei no post anterior sobre Pedra Bela realmente está na minha lista das mais bonitas. Nesta foto é possível ver de longe, quase não se vê a cachoeira, mas de perto, ao vivo e a cores, ela é muito bonita mesmo! Chama-se Cachoeira do Toldi e também fica no município de São Bento do Sapucaí.


         Antes do almoço, descemos até a cachoeira dos amores, também na cidade vizinha a Campos (já que estávamos por lá, resolvemos fazer um tour rs). Pagamos R$ 2,00 (cada) para entrar e estava tão cheia que ficamos tempo o bastante pra entrar na água, passar um gelo básico nas pernocas e ir embora...


         Encerramos com o passeio de teleférico. O embarque é feito em Capivari, tendo como chegada o Morro do Elefante, outro ponto turístico famoso em Campos do Jordão.



O acesso ao morro também pode ser feito via estrada, mas convenci a Tati a ir de teleférico. Ela não queria ir porque é mega corajosa pra me fazer passar medo na tirolesa maaaaaaas ficou com medinho do teleférico ser apenas uma cadeirinha individual... (hahahaha vingança!)

A taxa para utilizar o teleférico é de R$ 11,00. Pagamos. Tudo certo, embarcamos e aí o que acontece? Uma BAITA chuva! E o que fazer quando se está num teleférico, a metros de altura e começa a chover? Nada, continue sentado e espere. Essa viagem estava tãooooo tranquila ai me acontece uma dessas kkkk

Vale lembrar que saímos da pousada de baixo de sol, ambas vestindo a cara do verão 2014 (tanto que entramos na cachoeira e tudo o mais). Quando a chuva começou a temperatura caiu para 15°! Sim... A chuva mais gelada que a própria cachoeira...
Mas tudo tem seu lado positivo. Quando a chuva passou, pudemos finalmente experimentar o chocolate quente (que, aliás, é maravilhoso!).

Informações sobre a viagem:

·         É muito importante ter um veículo em Campos. A cidade possui muita coisa para conhecer e nem sempre elas são próximas umas das outras;

·         Coloquei R$ 35,00 de gasolina pra ir e só coloquei novamente após voltar da cachoeira dos amores no domingo, ou seja, não gastei muito pra ir até lá, pelas minhas contas só a viagem gastaria R$ 20,00 de combustível tranquilamente. Para voltar completei com mais R$ 20,00;

·         Um pedágio de R$ 1,50 (para motos) na Dutra próximo de Mairiporã (R$ 3,00 ida e volta);

·         Achei o preço da diária para casal muito bom! R$ 130,00 com direito a café da manhã, estacionamento e wi-fi inclusos. Sem cobrança de taxas adicionais e um atendimento de primeira! (http://www.cheztete.com.br/);


Virei suspeita a falar de Campos do Jordão e seus arredores porque realmente gostei demaisssss! Por isso: INDICADO!

Até a próxima!